CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 589
Cessa a disposição do artigo antecedente:
I - se a pessoa, de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo, o ratificar posteriormente;

II - se o menor, estando ausente essa pessoa, se viu obrigado a contrair o empréstimo para os seus alimentos habituais;

III - se o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. Mas, em tal caso, a execução do credor não lhes poderá ultrapassar as forças;

IV - se o empréstimo reverteu em benefício do menor;

V - se o menor obteve o empréstimo maliciosamente.


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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

O Legado do Defunto: Administrando e Partilhando os Bens do Falecido

O Artigo 589 do Código Civil aborda a importante fase pós-morte, tratando da administração e partilha dos bens deixados por uma pessoa falecida, também conhecida como herança. Em termos simples, este artigo estabelece as regras para que os bens do falecido sejam reunidos, administrados e, por fim, distribuídos aos seus herdeiros.

De quem é a responsabilidade?

A administração dos bens é, primeiramente, responsabilidade do inventariante. Este é a pessoa nomeada para representar a massa de bens, realizando os atos necessários para sua conservação, guarda e, eventualmente, alienação, se for preciso. O inventariante pode ser o cônjuge sobrevivente, um herdeiro, ou até mesmo alguém sem parentesco, mas que seja legalmente designado para a função.

O que acontece com os bens?

O processo de inventário, iniciado com base neste artigo, visa:

  • Arrolar os bens: Listar e avaliar todos os bens deixados pelo falecido, sejam eles móveis (carros, dinheiro, joias), imóveis (casas, terrenos) ou direitos (créditos, ações).
  • Quitar dívidas: As dívidas deixadas pelo falecido devem ser pagas com os bens da herança, antes que qualquer parte seja distribuída aos herdeiros.
  • Identificar herdeiros: Determinar quem são as pessoas com direito a receber a herança, de acordo com a lei (herdeiros legítimos) ou testamento.
  • Partilhar os bens: Dividir o patrimônio restante entre os herdeiros, respeitando suas quotas e direitos.

Por que isso é importante?

Este artigo garante que a transição do patrimônio de uma pessoa falecida para seus sucessores ocorra de forma organizada e justa. Ele evita conflitos desnecessários entre os familiares, assegura que credores sejam pagos e que os bens sejam devidamente transferidos, mantendo a segurança jurídica e patrimonial dos envolvidos. Em suma, o Artigo 589 é um pilar para a regularização da situação patrimonial após o falecimento de alguém, permitindo que a vida dos herdeiros continue sem maiores turbulências financeiras relacionadas à herança.